Serra da Capivara: primeiro dia de caminhada

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saímos do hotel às sete e meia da manhã levando nas costas um litro e meio de água e o lanche com um suco para o almoço. o parque fica a pelo menos uns 30 km de SRN; depende da entrada e do percurso que se quer fazer. nosso primeiro destino foi o Desfiladeiro da Capivara, na Serra da Capivara (pelo que entendi são quatro serras dentro do parque, que é bem grande; sem contar a quantidade de sítios arqueológicos, que é um troço absurdo).

limites do parque.
limites do parque.

passando a guarita seguimos por um caminho de carro, de onde já deu para ver os primeiros mocós (o que mais tem naquele parque é mocó) e uma turma de macacos-prego lanchando na beira da estrada.

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o primeiro mocó.
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la la la.

enfim deixamos o carro para a primeira parte da caminhada, pelo circuito do baixão das vacas (onde antigamente as vacas pastavam). de lá fomos nos metendo nas tocas com as pinturas rupestres. perdi a conta de quantos sítios visitamos e principalmente de quantos mocós surgiram no meio das pedras. quando a gente chega perto eles ficam paradinhos, espiando de rabo de olho, muito certos de que ninguém está vendo eles ali.

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pelo baixão das vacas.
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um mocó disfarçado de turista.
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primeiras figuras.
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Leandro explicando sobre o sítio.
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vários homenzinhos altos.
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cabeludinhos e um bicho gorducho.

fomos subindo a serra para visitar os sítios mais altos e para ver a paisagem. caminhar com mais de trinta graus e pouca sombra não é fácil, ainda mais com a água e o lanche nas costas. e tem que regular um pouco a água, porque não tem jeito de reabastecer pelo caminho.

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num dos sítios.
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o guia Leandro é técnico em Arqueologia e trabalha com laboratório de arqueologia há bastante tempo. ele ajudou na montagem do museu e manja um monte sobre o parque.
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paisagens.
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caatinga sem fim.
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discussão sobre qualidade de botas de caminhada.
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sítio do neguinho só (melhor nome).
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o baixão das vacas lá embaixo.
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mais paisagem e uma pausa para sentir o vento.

terminamos a manhã com o circuito dos veadinhos azuis (umas pinturas em um tom azulado, diferente da maioria das pinturas que é feita num tom avermelhado) e logo fomos descendo de volta para o baixão das vacas, de onde seguimos para o carro e uma mesa debaixo de uma sombra para almoçar.

peixes.
peixes.
as pinturas rupestres e um mocó desinteressado.
as pinturas rupestres e um mocó desinteressado.
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mais veadinhos.
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um mocó imóvel.
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paredão de pinturas.
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área vip dos bichinhos.

à tarde tinha mais caminhada, dessa vez voltando pelo Desfiladeiro da Capivara por onde o carro veio e entrando nos sítios em volta.

mais sol pelo caminho.
mais sol pelo caminho.
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toca grande da areia.

gostei foi de um lugar chamado inferno, uma passagem que só tem luz quando o sol está bem alto, e no resto do dia vira um breu assustador, segundo nos explicou o Leandro (por isso o nome simpático). a passagem termina numa gruta e tinha era um monte de morcego ali num canto mais escuro.

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inferno logo ali.
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caminho do inferno.
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inferno.
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inferno iluminado.
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um pica-pau de cabeça vermelha.
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figurinha.
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vários bichinhos e pessoinhas dançantes.
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sombra?

voltamos ao carro para avançar um pouco e conhecer a toca do Paraguaio, o primeiro sítio que a pesquisadora Niède Guidón conheceu. um paredão enorme e cheio de figuras diferentes.

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toca do paraguaio.
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mamãe mocó e filhote mocó não se importam.
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homenzinhos dançantes e um homem-folha.
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uia.
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Fabio e o cachorrinho rupestre.

na volta o Leandro ainda nos levou para conhecer a Cerâmica Serra da Capivara (no município de Coronel José Dias, onde também está a maior parte do parque), que é de onde saem esses pratos e copos de cerâmica que estão à venda no Pão de Açúcar, na Tok Stok, no centro de Fortaleza etc. o Marcos, que explicou como funciona o trabalho feito por lá, disse que São Paulo é o maior mercado deles, mas de qualquer forma eles vendem para o país todo e até exportam alguma coisa. ali também funciona um albergue.

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fazendo o acabamento.
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muitas muitas peças.
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Marcos nos contou sobre todo o processo de fabricação das peças.
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recriando pinturas.
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pernas para o tatu.
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queima das peças.
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Fabio aprendeu a fazer um pote.
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loja de cerâmicas.
vista do albergue para a Serra Talhada.
vista do albergue para a Serra Talhada.

puf puf. cansei.

na quinta-feira fizemos um intervalo para ir ao banco (pausa essa frustrada pela greve) e descansar um pouco. agora sexta e sábado tem mais parque e caminhada.

5 COMMENTS

  1. Eu tenho duas tigelinhas daí, eu tenho, eu tenho.
    É tão bom ler suas postagens, é como se estivesse aí.

  2. Boa viagem e boa sorte amigos. Adorei ter conhecido vcs. Pessoas maravilhosas. Fotos espetaculares.

    Um grande abraço.

    Leandro Santos – Condutor de visitante na Serra da Capivara / Téc. em Arqueologia

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