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conhecendo Punta del Este no inverno

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cheguei em Punta del Este no final do dia 21 de junho, sábado. vinha de Cerro Colorado, no interior do Uruguai, e precisei tomar um ônibus até Montevidéu e depois outro pra Punta. existe uma combinação que eu pegaria em San Ramón pra não ter que ir até a capital, mas isso se tomássemos o ônibus das 17h e aí chegaria em Punta à noite. buena. eu e Jaime saímos de Cerro Colorado no ônibus do meio-dia.

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chegando em Punta del Este.

fiquei no hostel El Viajero, a algumas poucas quadras da rodoviária, então foi fácil chegar, com mochila e tudo, caminhando. barato não é, mas também não é o absurdo de caro que anunciam as pessoas mais apocalípticas. Uruguai é tão caro quanto Brasil: ponto final. não é mais caro, mas também não é Argentina. simples assim.

e claro: era inverno. Punta del Este é uma cidade de veraneio. no verão são uns 300 mil habitantes e no inverno são 10 mil. vai vendo.

no inverno é uma cidade pequena com estrutura de cidade grande.

aproveitei a tranquilidade pra caminhar: de um lado tem a praia mansa, do outro a praia brava. na brava tem os tais dos dedos, que de perto são meio feios, mas sempre tem uma galera tirando foto (eu, por exemplo).

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qualquer lugar que você estiver você vai estar a algumas quadras da praia. e se não estiver é porque provavelmente chegou em Maldonado, que é a cidade que fica ao norte, colada em Punta. é cidade pra caminhar com a câmera no pescoço e imaginar o que seria o nordeste brasileiro num cenário apocalíptico em que o clima se inverte e as pessoas desapareceram.

aqui estão as fotos de minha estadia em Punta del Este.

pra além das caminhadas, recomendo uma visita ao Museo del Mar, que fica num bairro um pouco afastado do que é esse centro entre praias. se pode ir num ônibus que sai de hora em hora. no caminho ainda se passa por uma ponte projetada obviamente por um engenheiro bêbado.

mas enfim, o museu do mar. puf. dá pra perder um dia inteiro naquele lugar. fui com um camarada brasileiro do hostel e na volta tomamos uma SENHORA chuva que caiu na hora exata que nos alertava a previsão do tempo.

foi também esse o dia do jogo do Uruguai contra a Itália na copa do mundo, pela classificação para as oitavas de final. fui com uns brasileiros do hostel assistir ao jogo em um bar. a turma estava animada. uma das meninas fez um vídeo do final do jogo:

que coisa né.

a Punta eu não iria no verão. imagino que muita gente e, aí sim, mais caro. mas assim no inverno foi divertido. cortei o cabelo com um cabelereiro gente boa e conversamos sobre viver no Uruguai e essa coisa toda de brasileiro achar que aquele é o melhor país pra se viver (segundo o cabelereiro, sim, aquele é de fato o país ideal pra se viver). tinha pensado em ficar mais tempo mas achei que queria ter mais dias em Montevidéu pra conhecer a cidade sem correria.

sairia pela manhã num dia de neblina e dessa vez tomei o ônibus que ia direto (ou seja, que não para em Piriapolis). depois de um mês de cidadezinhas, era hora de voltar à cidade grande.

Punta del Este

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quatro dias em Punta del Este, com frio e um pouco de chuva, com uma visita ao Museo del Mar e ao Museo-Taller de Vilaró. final junho de 2014.

San Miguel de Tucumán

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Couchsurfing com Munay em San Miguel de Tucumán, julho de 2014.

as primeiras semanas de Uruguai

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é que quando a gente viaja parece que o tempo corre de um jeito diferente. muita coisa acontece em pouco tempo, e falta tempo para parar e digerir. por isso talvez as pessoas que voltam das férias ficam meses se lembrando do que fizeram naquelas 3 semanas de viagem etc.

enfim.

depois que cheguei no Uruguai pelo Chuy foram 3 noites em San Luis al Medio, povoado de 600 habitantes a 15 km do Chuy, com um casal do couchsurfing. de San Luis tomei um ônibus que ia em direção a Montevidéu mas parava em Minas, que era meu destino seguinte. lá me buscou o Jaime, amigo argentino que eu e o Fabio conhecemos em Alto Paraíso de Goiás quando estivemos por lá fazendo wwoof. de lá seguimos em estrada (de terra) até a estancia da família dele, em Polanco, perto do povoado de Cerro Colorado, a mais ou menos uma hora de Minas.

foram mais ou menos 20 dias no campo, com o frio e o sol (um senhor frio), os cachorros, os cavalos, as ovelhas, as galinhas etc.

fui também pra ajudar o Jaime com a casa que ele está construindo por ali, mas a verdade é que ajudei pouco porque o Jaime é um péssimo chefe, desses que vai e faz tudo sozinho antes que você possa perguntar o que precisa ser feito. plantamos algumas árvores (ele plantou, eu cavei um ou dois buracos e fiquei dando palpite), fomos com os albañiles que estavam nivelando o chão e pondo piso, nos metemos pelo mato cheio de espinhos pra inspecionar lugares secretos.

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também andamos a cavalo, o que sempre é divertido. em algumas sessões noturnas assistimos às duas temporadas da série argentina Los simuladores. cozinhamos coisas no fogão à lenha e fizemos um monte de lista de coisas que íamos fazer e não fizemos. num dos últimos dias fomos até o lago para dar uma volta de canoa e ver os pássaros e capivaras que vivem ali pelo entorno.

as fotos estão todas publicadas aqui no blog.

fui embora porque também o Jaime ia embora, para passar uns dias em Buenos Aires. era sábado, dia 21 de junho. tomei com ele o ônibus pra Montevidéu. meu destino era outro: Punta del Este.

Rosário

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Couchsurfing em Rosário, junho e julho de 2014.

Como viajar de carona na Argentina

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Pegando carona na Argentina

Desde que cheguei na Argentina não tenho encontrado tempo e/ou internet decente para atualizar minhas andanças por aqui.

Deixei o Uruguai há três dias em um barco que sai de Salta para Concórdia, atravessando o Rio Uruguay. Nesse dia o rio estava tão cheio que chegou a invadir o porto dessa que é a segunda maior cidade do país.

Em pouco mais de meia-hora estava na Argentina, tinha cruzado mais uma fronteira, e a recepção se deu por um monte de cachorros de rua em uma praça junto ao rio. Com mochila nas costas, um guarda se aproximou de mim e me deu a direção da aduana para fazer o controle migratório. Passei na aduana de Concórdia na Província de Entre Rios e carimbei meu passaporte.

Nada melhor do que chegar em um novo país

Atravessando o Rio Uruguay
Atravessando o Rio Uruguay

Como viajar de carona

Havia recebido a confirmação que me hospedariam pelo couchsurfing em Rosário naquela mesma manhã, mas fui advertido que deveria chegar no mesmo dia, senão minha anfitriã daria o convite a outro viajante.

Estava distante à 400 km da cidade e não tinha a menor ideia de como faria para chegar.

Se você quer saber como viajar de carona na Argentina ou por qualquer país, a primeira coisa que você deve fazer é conseguir um mapa rodoviário. Você precisa traçar uma rota ao seu destino final. De posse dessa rota, tratei de cruzar a cidade até o início da estrada o mais rápido possível, o relógio marcava 10 da manhã.

A melhor coisa foi perguntar se conhecem algum ponto em que as pessoas costumam pegar carona ou como dizem na Argentina: hacer dedo. Fui informado que logo depois do pontilhão em frente da saída da cidade é um bom local e que deveria pegar um ônibus para chegar lá. Chegando na Ruta 4, já percebi porquê as pessoas escolhem aquele local, ele fica a alguns metros de um posto policial, onde os carros diminuem a velocidade o que dá para ver claramente quem está pedindo carona. Peguei a primeira carona na traseira de uma caminhonete até a Ruta 28.

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O motorista foi muito gentil, descendo do carro e me indicando o melhor lugar para pegar outra carona até a cidade de Federal. Esperei por uns 20 minutos e mais um carro parou, mas como o motorista me pediu 30 pesos para o combustível e tinha um jeito estranho recusei a carona. Recusar essa carona foi intuitivo e tranquilo, o motorista não insistiu nem nada, provavelmente sacou que eu percebi qual era a dele. Existem algumas manhas (macetes) de como viajar de carona e talvez a principal seja confiar na sua intuição.Trinta minuto mais tarde consegui outra carona em outra caminhonete, mas dessa vez fui na cabine.

De Federal, uma caminhão carregado de madeira me levou até o cruzamento da Ruta 20 com a 18. Eram cerca de duas da tarde e vi uma parte do jogo do Brasil contra o Chile pela Copa do Mundo num posto de gasolina enquanto comia alguma coisa. De lá, outro caminhão me levou por uns 20 km até a Ruta 6.

 

como pegar carona

Da Ruta 6, peguei outro caminhão até a Ruta 12. Cheguei lá às 18:30 já estava começando a escurecer. No  posto onde desci, perguntei se ficava aberto a noite inteira. Fechava às 23:00. Estava com medo de não conseguir carona antes de escurecer e ter que passar a noite por ali. Fui até o cruzamento da Ruta 12, onde tinha um posto policial.

 

como pegar carona a noite

Nesse ponto quase nenhum carro ou caminhão passava e os que passavam estavam cheios. Minha preocupação no começo do dia era essa, não conseguir uma carona para o meu destino final até escurecer. Não há como pegar carona à noite, é bastante difícil que alguém pare. Quando começou a escurecer, os policiais me disseram que eu podia ficar no posto policial durante à noite, o que me trouxe certo alívio. Apesar de estar com minha barraca, estava numa região que não se via uma árvore e pior que dormir na beira da estrada é dormir à vista  de todos na beira da estrada. Por sorte um caminhão parou assim que caiu a noite. Seu destino final era Rosário.

Gostaria de lembrar o nome do motorista, ele foi muito gentil. Conversamos muito, passando pela cidade de Nogoyá e pegando a Ruta 26 até Victoria. Lá paramos para comer. Pegamos a Ruta 174 e chegamos em Rosário às 23:30 da noite.

pegando carona a noite

Como seu caminhão era muito grande, ele não pode me deixar mais próximo do centro. Pediu informações num posto e me indicou onde devia pegar um ônibus e qual era. Na hora não entendi o motivo, mas ele insistiu em me dar 6 pesos em moedas, mesmo dizendo que tinha 200 pesos. Nos despedimos e fui para o ponto de ônibus. Estava numa avenida bastante movimentada mas escura. Sozinho no ponto de ônibus estava aflito pois todos os motoristas disseram para tomar muito cuidado, pois há muitos assaltos e roubos à mão armada. Quando o ônibus chegou, entendi o porquê das moedas, não se usa notas para pagar. À meia-noite cheguei na Calle Rioja, onde encontrei Bela, meu primeiro couchsurfing na Argentina e o seu primeiro hóspede.

Muitas pessoas me perguntam como viajar de carona, como se preparar, se dá para viajar sendo mulher. Vou preparar um artigo dividindo o que eu aprendi. Mas deixem suas dúvidas aí nos comentários.

Passagem por Salto, Uruguai

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Dois dias em Salto à caminho da Argentina. Junho de 2014.

Uruguai: el campo

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vinte dias na estancia de um amigo em Polanco, na província de Lavalleja, no interior do Uruguai, a 30km de Cerro Colorado (o outro povoado mais próximo) e a mais ou menos duas horas e meia de Montevidéu. junho de 2014.

San Luis al Medio

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três noites no povoado de San Luis al Medio, na casa de um casal do couchsurfing. o povoado tem cerca de 600 habitantes e fica a 30km do Chuy, fronteira com o Brasil. junho de 2014.

São Lourenço do Sul

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cinco dias em São Lourenço do Sul, à beira da Lagoa dos Patos. maio de 2014.