Home Blog Page 2

Villa Carlos Paz e arredores

0

algumas semanas com base na Villa Carlos Paz, na província de Córdoba: subida ao Cerro de la Cruz, passeio por Icho Cruz e Tala Huasi, Tanti e Cabalango, e caminhada a cachoeira Los Chorillos (em Tanti) com um grupo de trekking do couchsurfing. agosto e setembro de 2014.

enfim Córdoba

0

gripe gripe gripe.

cheguei em Córdoba era sábado, 19 de julho de manhã, e foi descer do ônibus estava minha amiga ali na porta com um sorriso e tu! já me tirou mochila das costas, marido levantou a mochila grande e quase de braços dados me levaram até o carro. acho que me senti tão em casa que a gripe me atacou com tudo.

Caro me cuidou tipo mãe brava. melhor recepção impossível. claro que também Córdoba é cidade grande, mas caminhamos pelo parque Sarmiento e não vou dizer que verde porque nesse inverno fica tudo meio terra. um senhor frio.

olivia_em_c_rdoba_num_dia_de_sol

durante o dia fazia um solzinho e eu podia ficar um pouco na frente da casa, junto do Tomás, o cachorro, que inclusive dormia comigo na cama e me fazia companhia quando Caro e Jorge estavam trabalhando. nos dias seguintes eu fiquei foi de cama com febre, mas pelo menos estava em casa e entre amigos!

tomando_sol_com_tom_s

fugazzeta

na sexta-feira já praticamente boa tomei o ônibus pra Valle Hermoso com outra amiga, que trabalha em Córdoba mas mora em Valle Hermoso. amigos todos que conheci também em 2012, nessa minha outra viagem à Argentina.

um pouco de Buenos Aires

0
sim: Buenos Aires
sim: Buenos Aires

cidade grande.

meo deos.

chegar às oito da noite no porto (dársena sur ou qualquer coisa assim) e a fila do táxi, o táxi pra Mont Serrat que é o bairro onde ficava o Travelers’ Hostel. um trânsito do capeta pra cruzar a 9 de Julio. foi me dando um desânimo de cidade grande.

porque vê: Buenos Aires eu conheço. era mais pra apresentar a cidade pra minha amiga que tinha mais cinco dias antes de voltar à SP. e eu custei foi a reencontrar a Buenos Aires que eu tinha aprendido a gostar. talvez pelo bairro do hostel, por uma bagunça de carros da qual eu não me lembrava, não sei. precisei passar um dia caminhando por San Telmo, sem pressa.

San Telmo no domingo
San Telmo no domingo
obelisco
obelisco

Buenos Aires com pressa: não recomendo.

mais também porque estava já cansada de cidade grande. e ia ficar só cinco dias e partir pra Córdoba, onde tinha amigos me esperando desde mais ou menos janeiro. mas aí calhou que Kevin Johansen ia fazer uma apresentação-pocket grátis no hall do Teatro San Martin e, enfim, fiquei mais uns dias.

bom de Buenos Aires é entrar na internet e caçar as coisas grátis. show de música, concerto de piano, oficina de literatura, exposição do Cortázar. sempre tem alguma coisa. e caminhar. a cidade de carro está impossível, me parece, tanto quanto São Paulo, ou pior (em São Paulo eu sabia fugir do trânsito; fugir do trânsito é todo um esporte em São Paulo). andei muito de metrô, e nem gosto do metrô. o lance é arrumar um cartão SUBE, carregar nas bilheterias do metrô (ou em outros lugares habilitados) e usar pra andar de ônibus e de metrô. porque pra andar de ônibus sem isso ainda tem que ter moeda, embora a tarifa já esteja na casa dos 3 pesos. e vai encontrar moeda na Argentina hoje em dia, em tempos de dólas a quase 10 pesos.

coisas grátis pela cidade
coisas grátis pela cidade

aliás, grande lance de Buenos Aires: trocar dinheiro no mercado paralelo. na Florida encontrei um lugar indicado por brasileiro que conheci em Montevidéu, com pinta de casa de moedas antigas, onde troquei os dólares que saquei no Uruguai por um câmbio de 12 pesos (o oficial está em torno de 8). grana essa que me iria durar praticamente dois meses (porque estou escrevendo sobre Buenos Aires mas já estou em Villa Carlos Paz, em Córdoba, vai vendo).

amiga de SP voltou à terrinha e eu voltei ao hostel em que fiquei em 2012, em San Telmo, o Hostel Inn. dona lembrava de mim e me fez preço camarada de amigo, me contou todas as fofocas da turma que esteve lá dois anos antes. dei umas voltas pela cidade com um uruguaio gente boa, com mate debaixo do braço e tudo, e tomamos muitas chuvas todas as vezes que saímos.

passeio por Puerto Madero
passeio por Puerto Madero
passeio pelo barrio chino
passeio pelo barrio chino

fui lutando contra a vontade de abandonar a cidade e uma gripe que se aproximava até enfim o show do Kevin Johansen, uma alegriazinha no dia de ir embora.

Kevin no Teatro San Martin
Kevin no Teatro San Martin

depois voltar ao hostel, juntar mochilas, tomar um táxi pra rodoviária e me meter no ônibus pra encarar as quase dez horas de viagem até a cidade de Córdoba.

um dia pelo Valle de Calamuchita

0

passeio por algumas localidades do Valle de Calamuchita, na província de Córdoba: fotos de Alta Gracia, dique Los Molinos e La Cumbrecita (fico devendo fotos de Villa General Belgrano porque passei muito rápido e não deu nem tempo de sacar a câmera da mochila). agosto de 2014.

dia e meio em Colonia del Sacramento

0

entre Montevidéu e Buenos Aires uma noite em Colonia del Sacramento, pra conhecer a cidade portuguesa-espanhola com calma. e porque portuguesa aquela familiaridade das cidades históricas brasileiras. é uma cidade pequerrucha, com um centro histórico mui lindinho e que vale a pena ficar mais de um dia, mais de uma noite. não tanto pra conhecer, que conhecer sim se conhece em um dia sem pressa, mas por curtir o lugar, sentar à beira do rio e ficar lendo.

r_o_de_la_plata

comer por lá é caro, mas mais uma vez eu comprava legumes no mercado e fazia qualquer coisa no hostel (que também é mais caro que Montevidéu) ou ia atrás de rotisseria.

pelo centro histórico tem um monte de museu, e se pode pagar uma taxa única e visitar (quase) todos eles. também se pode subir no farol por algo como cinco reais e sim, vale a pena, é uma vista gracinha.

as fotos estão publicadas no álbum!

pelas ruas um turbilhão de turistas brasileiros seguindo guias em um portunhol engraçado; e eu parava quando encontrava um grupo desses, me fazia de desentendida e ficava escutando as histórias.

de lá a Buenos Aires o porto tem uma pinta de aeroporto, mas é só a pinta porque para embarcar você vai percorrer um monte de corredor externo em fila até entrar no barco. compramos passagem um dia antes porque fica mais barato com antecedência, e compramos no Colonia Express porque a mocinha peruana das vendas era mais simpática. os preços das três empresas são mais ou menos os mesmos (710 pesos uruguaios; pouco mais de 71 reais pra passagem normal, que não é a mais turística e mais longa) e essa era um barco menor, um catamarã.

tchau_uruguai__por_enquanto_

pensar em ficar uma hora cruzando o rio mais largo do mundo me deu uma certa agonia porque essa coisa de barco não é comigo, mas enfim alguns dramins e vamos lá.

lugares para visitar em Montevidéu

0

o que eu mais gostava de fazer em Montevidéu era ir atrás de uma praça ou parque (e tem bastante) pra ficar à toa lendo. a cidade é boa pra isso: tem o parque Rodó, que é bom pra ver o pôr do sol, e o parque del Prado, que fica mais longe do centro mas nada que um ônibus não resolva, que é uma lindezinha. sem contar o Jardim Botânico, do lado do parque do Prado. dá pra passar toda uma tarde ali à toa ou caminhando ou lendo ou desenhando ou escrevendo. fui durante a semana e imagino que fim de semana deve encher de gente.

no ônibus pro parque del Prado
no ônibus pro parque del Prado

dia_de_sol_no_parque

em volta do estádio do centenário também tem um parque grande e bom de passear, ainda que também um pouco mais afastado do centro (fui caminhando e cansei).

est_dio_centen_rio

depois disso caminhar, que era o que eu mais fazia. caminhar pela rambla toda é ótimo, mas te prepara que a rambla cobre toda a parte sul da cidade e é enorme. às vezes rola um vento violento. aliás, Montevidéu venta. o bairro sul que é antigo vale a pena recorrer, subir a rua Durazno, por exemplo, e todos os arredores. umas casinhas hermosas. parar em qualquer kiosko e comprar um alfajor.

perto_do_porto

feira de rua tem todos os dias, como tem em São Paulo, mas como a cidade é mais curta você sempre encontra uma feira em algum lugar. e tem verdura e frutas mas também tem queijo e outras coisinhas. a maior é a feira de Tristam Narvaja, perto da avenida 18 de Julio, que dá voltas e voltas por outras ruas e tem antiquidades, mate, artesanato e todo tipo de coisa. essa rua Tristam Narvaja, aliás, é uma rua cheia de sebos, de livrarias, uma coisa assustadora. nem entrem em nenhuma que era pra não ficar tentada, já que minha mochila vai nas minhas costas e minhas costas pobrezinhas não querem saber de livro.

o centro velho na verdade não achei grande coisa; tem uma feirinha de artesanato no sábado, um monte de restaurante pra turista e o mercado do porto, que basicamente é um monte de restaurante pra turista. quem vai pra cidade no espírito restaurante pra turista tem que ir lá, sem dúvida. eu fiquei com um lugar na ponta do mercado que vende empanadas (fritas) mui baratas e ricas. aí sim recomendo.

artigas num dia de névoa
artigas num dia de névoa
dia chuvoso no centro velho.
dia chuvoso no centro velho.

outra que vale a pena é subir o prédio da intendência. você retira o ingresso numa casinha de informação turística ali em frente e sobe o elevador panorâmico. é de graça; ali em cima se vê toda a cidade, e tem toda a informação das construções e da história.

vista do prédio da intendência
vista do prédio da intendência

do turismo brasileiro típico, que é comer e comprar, não posso dizer muito para além das feiras e da busca por empanadas boas e baratas. posso dizer que o tal do chivito é um sanduba de carne e grande coisa um sanduba de carne. no meu caso a boa era procurar as rotisserias que vendem comida semipronta, e tem umas tortas de verdura baratinhas e teoricamente saudáveis.

Valle Hermoso e arredores

0

três semanas em Valle Hermoso, na província de Córdoba, visitando os arredores com meus amigos que me hospedaram. fotos de Valle Hermoso, trilhas em Vaquerías (um parque) e San Marcos Sierras. julho e agosto de 2014.

dias frios em Montevidéu

0

fiquei pouco mais de duas semanas em Montevidéu por querer conhecer a cidade com calma. cheguei de Punta del Este e fui direto de ônibus urbano desde a rodoviária (terminal em espanhol, que é palavra feminina, ao contrário de terminal de computador que é masculina) até a altura da praça da intendência (tipo a prefeitura), na avenida 18 de julho (que seria a avenida principal da cidade). de lá fui caminhando até o hostel Dolce Vita. e naquele momento o mais importante era que o hostel tivesse televisão pra ver os jogos da copa.

e feito: fora um colombiano meio mala que estava sempre assistindo aos jogos, missão cumprida.

hino_nacional
também dia de jogo do Uruguai na praça da intendência.

o bairro ali é antigo, mui simpático, mais ou menos perto da rambla (a costaneira), mais ou menos perto do centro e do centro antigo. Montevidéu é uma cidade grande pequena, que se jogar em cima do mapa de São Paulo cai com periferia e tudo mais ou menos em cima da zona oeste contida do lado a leste do rio. e poucas ladeiras, senão que há uma parte um pouco mais alta da cidade e outra mais baixa que beira o Rio da Prata (é rio, não é mar, mas dizem que sim a água é mei salgada).

caminhando pelo bairro.
caminhando pelo bairro.

depois veio amiga de São Paulo e nos instalamos noutro hostel, o Contraluz, que fica pertinho da rambla e do parque Rodó. ali não tinha televisão mas a gente ia em qualquer bar pra ver os jogos, e inclusive foi num desses bares que vimos a fatídica vitória alemã sobre o Brasil.

“ya pasaran cosas peores” disse o chileno depois do jogo.
“que cosas?!” eu, indignada.
“ah, sí… la verdad que no.”

em Montevidéu que comprei minha garrafinha térmica e meu mate, e só não saía todos os dias pela rua com o mate e a garrafa debaixo do braço porque muito mate dá vontade de fazer xixi e não sei como esses uruguaios lidam com essa questão. ainda assim o frio às vezes convidava a sair com o mate e ficar no gramado de algum parque.

a turma nos dois hostels era muito simpática, e um monte de brasileiro e chileno organizando papelada pra morar no Uruguai. parece que a coisa é muito simples: o chileno me disse que era preencher um formulário, levar foto 3×4 e o documento. pode ser exagero, mas a coisa é mais ou menos assim com algum enrosco de burocracia que sempre há. um rapaz e uma moça brasileiros que estavam buscando casa pra alugar (e que conseguiram uns dias antes de eu ir embora).

enfim Montevidéu como cidade grande mui simpática, com seus recantos verdes e a orla pra te fazer esquecer a correria urbana. sem dúvida cidade mais tranquila que Buenos Aires, a vizinha-irmã argentina do outro lado do rio.

Primeiro ano de viagem pela América do Sul

2

Hoje, 7 de agosto de 2014, estamos completando um ano de viagem.

Muitos caminhos, descobertas e amizades permeiam essa jornada.

Agradecemos a [email protected] por estarem nos acompanhando e partilhando conosco todo esse conhecimento pelo autonautas.net.

Felicitações!!!

Colonia del Sacramento

0

parada de uma noite em Colonia del Sacramento antes de seguir para Buenos Aires. julho de 2014.