Museu do Homem Americano

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O Museu do Homem Americano, construído graças aos esforços da arqueóloga Niède Guidon, reúne diversas peças recolhidas em escavações arqueológicas realizadas no Parque Nacional da Serra da Capivara.

A história do museu data da década de 1970, quando aconteceram as primeiras pesquisas arqueológicas na região financiadas pelo CNRS Francês. Face às descbertas feitas, em 1978 foi formada nova expedição de pesquisadores franceses e brasileiros que acabou por gerar um realatório apresentado ao governo brasileiro que mostrava a necessidade de preservar a região sob a guarda de um parque nacional. No ano seguinte, em 1979, foi criado o Parque Nacional da Serra da Capivara, tendo ficado ausente da marcação a Serra das Confusões. Entretanto não foi designado ninguém para se ocupar da guarda do parque, o que acabou por contribuir com a exploração madeireira e destruição ambiental de áreas de dentro do parque.

Para mudar esse quadro, em 1986 pesquisadores da Missão Franco Brasileira do Piauí integrada a pesquisadores francese e de universidades brasileiras, criaram a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), que ficou responsável pela pesquisa, preservação e divulgação do parque e sítios arqueológicos.

Crânio de 9920 anos.
Crânio de 9920 anos.

Em 1991, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

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Na exposição, é apresentada a teoria de migração pelo oceano atlântico dos primeiros habitantes do sul do continente americano. O principal argumento a favor dessa tese são os diversos indícios de ocupação datados em torno de 100 mil anos atrás, época em que o nível dos oceanos estava cerca de 140 metros abaixo do atual e portanto com diversas ilhas entre o continente africano e o nosso.

Dentre as peças arqueológicas exibidas, estão ossadas humanas, vários artefatos de pedra lascada e urnas funerárias (especialmente de tribos indígenas de períodos mais recentes). Todo o material está catalogado e acompanha texto explicativo.

Urna funerária datada de 340 anos.
Urna funerária datada de 340 anos.

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O museu conta com uma estrutura excelente, com acesso para cadeirantes, exibição de vídeos em tela grande, animações com as pinturas rupestres e telas interativas. Surpreendente para um município em uma das regiões mais carentes do país.

Saindo da sala de exposição, deparamos com diversas placas de sinalização indicativas da entrada do parque nacional e do acesso ao museu que foram de alguma forma vandalizadas; ao lado delas, uma placa com um texto furioso (da própria Niède Guidon, confirmamos mais tarde) ressaltando a estupidez dos indivíduos que anonimamente destroem o que a cidade tem de mais rico.

Site do museu.

1 COMMENT

  1. Parabéns…
    Obrigado por divulgar nossa região e o nosso PARNA Serra da Capivara.
    Vcs são pessoas 10, melhor 1000….. kkkkkk

    Boa viagem

    Grande abraço

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