Amaicha del Valle

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Saindo de Tafí del Valle, peguei carona com uma família muito gentil para Amaicha del Valle, ainda dentro do Valle Calchaquí.

Amaicha é uma cidade muito pequena, quase uma vila, mas que serve de base para visitar as Ruínas de Quílmes e onde se encontra o Museu Pachamama.

Quando cheguei tratei de procurar um lugar para ficar, já estava quase escuro e a temperatura começava a cair. Fui para a praça principal (aliás, a única da cidade) para encontrar os amigos hippies que fiz quando estava em Tafi del Valle, como não encontrei ninguém preferi dormir uma noite em uma hospedagem próxima ao invés de montar minha barraca no escuro de um camping sem água quente!

(Infelizmente, por um problema no cartão de memória perdi as fotos da cidade).

No dia seguinte, após um típico café da manhã argentino, fui andar na praça, onde acabei conhecendo um americano que vivia na cidade. Estava na casa dos 60 anos e disse ter lutado na guerra do Vietnã, mas que decidiu morar em Amaicha depois que a ayahusca curou seu câncer de estômago. Trabalhava fazendo pequenos reparos nas casas e com a aposentadoria de 900 dólares que o governo americano lhe pagava como veterano de guerra. dinheiro mais que o suficiente para viver por ali.

No meio dessa conversa, de repente, surge do nada um outro viajante de mochila nas costas, que começa a falar alto comigo em alemão. A única coisa que entendi foi “facebook”. Ao se aproximar e explicar a situação, tudo se esclarece. Em primeiro lugar não é alemão, mas um francês falando inglês.No geral franceses falam um inglês terrível!

Depois que comecei a entender o que dizia, já havía me despedido do americano, e estávamos sentados num banco da praça. acontece que quando fiz couchsurfing em Rosário, a minha host, Bela, havia me dito que tinha um outro sujeito solicitando estadia, mas preferiu me escolher pois eu tinha data certa para chegar. Esse sujeito é este francês que viu meu perfil no facebook da Bela e disparou acusações de roubo de couchsurfing no meio da praça de Amaicha del Valle três semanas após o ocorrido.

Ficamos amigos e combinamos com outros três portenhos de  visitar as Ruínas de Quílmes.

 

Ceran Ferey e eu nas Ruínas de Quilmes
Ceran Ferey e eu nas Ruínas de Quilmes

Essa foto, enviamos para a Bela em Rosário, que prometeu estadia para o Ceran se passase por ali novamnete.

No dia seguinte fomos às Ruínas de Quílmes, veja o álbum aqui.

Na volta do passeio, Ceran se despediu e seguiu para o norte.

No dia seguinte, logo de manhã, os portenhos foram à minha barraca para a praça onde um “loco” chamava a todos os mochileiros da cidade para sua casa, com estadia grátis. Andrés convenceu uns 30 mochileiros de diferentes paises para sua casa, muito simples, perto da entrada da cidade. Quando cheguei lá encontrei Xanina, uma cordobesa que conheci em Tafí del Valle. E todos juntos com 10 pesos por pessoa armamos a maior festa da cidade! Com comida feita na fogueira, vinho patero e  fasos.

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Dois dias de festas depois resolvi tomar caminho numa manhã de extrema ressaca.

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